Olá queridos!
Como prometido a primeira resenha para o Top comentarista de Julho! Se você não esta sabendo ainda clica aqui e vem participar com a gente.

Hoje venho trazendo para vocês a resenha do livro "O jogo do anjo" que se passa no mesmo universo de "A sombra do vento" do meu, do seu, do nosso querido e amado Carlos Ruiz Zafón.

Na resenha sobre "A Sombra do vento" (Você pode ver Aqui) eu falei que não importa a ordem que você leia esta tetralogia maravilhosa (que terá seu fim com o lançamento de "O Labirinto dos espíritos"), a historia sempre fará sentindo. E depois de ler o segundo livro eu tive essa certeza haha.



O Jogo do Anjo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Ano: 2008
Número de Pags: 410
Nota:


Sinopse

Em 'O Jogo do Anjo', o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novos ângulos da cidade onde ambientou 'A Sombra do Vento', sucesso que já ultrapassou a marca dos 10 milhões de exemplares em todo o mundo e, no Brasil, já figura há mais de um ano na lista de mais vendidos. Enquanto guia seus leitores por cenários familiares, como a pequena livraria Sempere e Filhos e o mágico Cemitério dos Livros, Zafón constrói uma história que mistura o amor pelos livros, a paixão e a amizade.


Na Barcelona dos anos 20, David Martín é um jovem escritor fracassado, obcecado por um amor impossível e abatido por uma doença fatal. Até que vê sua sorte mudar ao receber uma oferta irrecusável.



"Artigo um: a primeira vez que alguém vem aqui, tem o direito de escolher um livro, o que desejar, dentre todos os que existem nesse lugar. Artigo dois: Quem adota um livro, assume a obrigação de protege-lo e fazer tudo o que for possível para que nunca se perca. Para a vida inteira. Duvidas até o momento?" Pg 106


 Eu comecei a ler o livro na sequencia de "A Sombra do vento" então muitos detalhes eu ainda tinha fresco na memoria, claro que não serviu de muita coisa pois se passa em outro tempo haha.

No começo nos é apresentado David Martin, um jovem escritor que não teve a chance de usar seu talento ainda. Rapaz de origem humilde que sofreu a perda do pai muito cedo por motivos triviais. Seu pai não sabia ler ou escrever e, aos olhos de Matin, abominava seu gosto pela leitura que era alimentado muitas vezes pelo Sr. Sempere, da livraria "Sempere e filho". 

O relacionamento de pai e filho era conturbado, cheio de ausências e brigas que só resultava no afastamento dos dois, mas mesmo assim Martin sofreu com a morte do pai, e logo teve que aprender a se virar sozinho no mundo pois não tinha mais família.

Desde que o pai morreu, Martin se dedica a trabalhar na redação do jornal em que o pai era segurança, La voz de la industria e é ai que a historia tem seu inicio. Dom Basilio, subdiretor do jornal (depois de uma entrevista intimidadora e uma ajudinha de um amigo influente) o oferece uma chance de escrever na ultima pagina do jornal dedicada à relatos literários. Logo Martin faz sucesso com "Os mistérios de Barcelona" cheios de magia e sobrenatural.

Em contra partida, pessoal da redação mergulha na inveja e começa a ignorar Martin, e Dom Basilio se ver obrigado a despedir Martin dizendo que não há mais espaço para ele no jornal, que ele precisa procurar algum lugar que o talento dele possa ser aproveitado por completo.

Depois desse balde de água fria, Martin conhece dois sócios que abriram uma editora e estão interessado em seu trabalho mas lhe pagam pouco e exigem quantidades enormes em prazos apertados. Mas Martin conseguia. Seu amigo Pedro Vidal, um escritos de família rica e amigo de longa data o alerta que estão se aproveitando dele.

Em falar em aproveitar, em meio a todo o tormento de escrever uma historia à qual não faz parte de sua alma, Martin se compromete à ajudar Cristina, assistente de Vidal, a corrigir (e fazer uns ajustes) no novo romance do seu patrão que promete ser um desastre sem a intervenção de Martin. Ele aceita, para conseguir passar um tempo com Cristina, mulher que ele ama cegamente a qual sempre desvia das suas investidas. Nesse meio tempo David Martin se sente esgotado, começa a se sentir doente e quer desistir dos editores aproveitadores, estes lhe dão a oportunidade de escrever um livro, com a historia que ele quiser, prometendo que irão lançar e fazer o possível para ser um sucesso. Martin se anima e começa a trabalhar no seu próprio romance (e no de Vidal que agora era mais seu do que dele).

O livro foi um fracasso, Martin esta mais doente do que nunca, as criticas de seu livro foram pesadas, já a de Vidal foram louvores ao romance mais completo da Europa. 
Triste, amargurado ele só quer desistir de tudo. E é quando o Sr. Sempere, vendo seu desanimo e descrença na literatura o leva para o Cemitério dos livros esquecidos.



"- Há quem prefira acreditar que é o livro que escolhe a pessoa.. O destino por assim dizer [...]" - Pag. 106



O livro que Martin escolhe é religioso, escrito em línguas que ele mesmo não entendia, mas o que chamou sua atenção foi as iniciais do autor, as mesmas que a sua : D.M.

Até ai a vida de Martin esta chegando a um fim mais rápido que ele possa pensar. Até que em um encontro inusitado ele conhece um editor parisiense chamado Andreas Corelli, que diz acompanhar o trabalho de Martin à muito tempo e esta interessado em contratar seus serviços. Martin não aceita a proposta no primeiro encontro (ele é difícil haha), foi no segundo encontro que Corelli lhe fala da proposta, escrever um livro, mas não qualquer livro, um especifico que requer algo que Martin terá que criar e cultivar para poder entregar o trabalho. 

No final do encontro, Martin cede a lábia mansa e sedutora do misterioso editor e resolve aceitar o trabalho que seria muito bem pago. Uma proposta, o doce tilintar do dinheiro e um sonho fizeram desse encontro o inicio de uma misteriosa sociedade. 



"Tudo é um conto Martin. O que cremos, o que conhecemos, o que recordamos e até o que sonhamos. tudo é um conto, uma narração, uma sequencia de acontecimentos e personagens que comunicam um conteúdo emocional. [...] Só aceitamos como verdadeiro aquilo que pode ser narrado. [..]"



Nos primeiros capítulos demora um pouco para pegar o ritmo (é que nem andar de bicicleta, uma hora você chega na descida haha), apesar disso o começo é muito importante por que é introduzido toda a relação do Martin com os restantes dos personagens que irão desenrolar a trama, que como no livro anterior, esta recheado de personagens e historias que se interligam.

Fiquei ansiosa no começo do livro esperando como iria ser introduzido a relação de Martin com os Sempere, e confesso que foi ai que eu entendi como o livro é atemporal. O autor usou de uma forma tão inteligente nessa relação que a ficha só me caiu no final (eu sou um pouquinho lenta, perdoe).
Eu particularmente adorei o Martin desde o começo do livro, ele é aquele tipo de personagem cínico e irônico que chega a ser cômico e durante o livro todo ele interage bastante com os outros personagens, o livro não fica só na magnifica narrativa do Zafón. 

Outro personagem que eu amei logo de cara foi a Isabella, uma menina que quer ser escritora, com personalidade forte e sem medo do mundo, ela acaba indo morar com o Martin e trabalhando para ele como sua assistente em troca dele ensinar ela a escrever. E são simplesmente os melhores momentos que Martin tem na vida, eu vi Isabella como um escape de toda a pressão e pertubação de Martin. 

Se Isabella era um tipo de escape, Andrea Corelli era o simbolo de pressão, medo e angustia de Martin. Mesmo sendo um personagem que demonstrou ser bastante passivo nas palavras e compreensivo em certos pontos, Corelli tem a áurea de um lobo faminto.
Tem o extra, a casa da torre que Martin alugou para morar, ela tem tantos  mistérios  à rondando que eu até considerei uma personagem, alem disso tem personagens do passado que vão de encontro ao futuro e muita magia envolvida.

Acho que só teve uma personagem que não me cativou nem um pouco, foi a Cristina, mesmo ela sendo o amor de Martin, e sendo uma personagem em teoria importante, ela só esteve ali pra mim haha.

Enfim, eu gostei muito da leitura, o Carlos Zafón tem uma escrita magnifica, as narrativas dele são impressionantes e ele conseguiu manter os mistérios num suspense que não foi cansativo, os fatos foram se encaixando na hora certa e teve espaço para romances, dramas, mortes e até coisas boas acontecerem.
Eu recomendo para quem gosta de uma dose cavalar de suspense e aquele fundinho de romance policial. 

                   
                 

O Jogo do Anjo é o segundo livro da tetralogia de "A Sombra do vento", em agosto sera lançado o 4° livro, "O Labirinto dos Espíritos" e eu já estou ansiosa pra ler, mas enquanto o quarto livro não chega, vamos ler o terceiro haha..

Gostou do livro? Você pode adquirir na Saraiva ou na amazon

E por hoje é só queridos, espero que tenha gostado da resenha, comentem com a gente se você já leu o livro ou se gostaria de lê-lo!

Até a próxima postagem,
Beijos de Luz

Ritch




3 Comentários

  1. Ritch!
    Záfon é expert em trazer um bom livro.
    Não li ainda nenhum dessa série dele e já gostei de saber que podem ser lidos de forma independente e fora de ordem.
    Pelo que entendi, além de todo mistério e romance, o livro traz um profundo ensinamento através das experiÊncias vividas por Martin e senti uma pitadiha de sobrenatural? Com o Sr. Tempere?
    Gostaria de ler.
    “Bendito seja eu por tudo o que não sei, gozo tudo isso como quem sabe que há o sol” (Fernando Pessoa)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  2. Assim fico na ansiedade por ler as obras de Carlos Ruiz Zafón, entretanto tenho que terminar o livro que já comecei a ler. Definitivamente não consigo acompanhar dois livros ao mesmo tempo(ainda não). Prevejo que passarei certos momentos de ódio com O Jogo do Anjo, pelo fator X de eu me apegar a protagonistas "sofridos" e espumar de raiva com qualquer um que o faça mal xD (apego demasiado é fogo hahaha).
    (ノ◕ヮ◕)ノ Continue com o bom trabalho. Ja nee bye bye ~~~~

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  3. Olá!
    Gostei do livro, tem uma premissa maravilhosa!
    A história do personagem é bem interessante e também o relacionamento dele o pai não é nada agradável, eu acho que isso também fortaleceu um pouco a personalidade dele é um livro ótimo para se aventura e com certeza a leitura seria incrível.
    Sabe tenho um xadrez igual o seu, e tenho muito ciúme dele.

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